O defeito: fixações quebradas e resina antiga

O problema estava no palm rest, a parte da carcaça onde ficam o teclado e o apoio das mãos. É nele que as dobradiças da tela são parafusadas, em buchas metálicas presas ao plástico. Nos dois lados, o plástico ao redor dessas buchas estava quebrado, e já havia resina de um reparo anterior.

Palm rest do Asus FX517Z com a fixação da dobradiça quebrada e restos de resina ao redor da bucha
Um dos lados: fixação da dobradiça quebrada, com resina de um reparo anterior.
Outro lado do palm rest do Asus FX517Z com as buchas da dobradiça soltas no plástico quebrado e resina antiga
O outro lado tinha o mesmo problema.

Por que a carcaça quebra na região da dobradiça

Cada vez que a tela abre ou fecha, a dobradiça transmite força para as buchas e, delas, para o plástico da carcaça. Em notebooks gamer, com telas maiores e dobradiças mais firmes, esse esforço é maior. Dobradiça dura por falta de lubrificação, abrir a tela pelo canto e pancadas aceleram o desgaste até o plástico trincar e a bucha se soltar.

Quando isso acontece, a tela fica com folga, a tampa começa a abrir de lado e, se o uso continua, a quebra se espalha pelo palm rest. Os sinais e riscos estão em notebook com carcaça rachada ou quebrada.

Por que ampliar a área de resina

Um reparo que coloca resina só nos pontos de fixação concentra toda a força numa área pequena e tende a quebrar de novo, como já tinha acontecido com este notebook. Por isso, a região foi desgastada com micro-retífica para aumentar a área de contato da resina. Com a superfície maior, a resina se ancora em mais plástico e distribui melhor o esforço da dobradiça.

Depois da cura, a dobradiça foi recolocada sobre a área reforçada.

Dobradiça do Asus FX517Z recolocada sobre a área ampliada de resina no palm rest
Dobradiça recolocada sobre a nova área de resina.

Reparo com resina ou troca do palm rest?

A troca da peça devolve a carcaça original, mas o palm rest de muitos modelos é caro, demora para chegar ou vem com o teclado integrado. O reparo estrutural com resina é a alternativa quando a quebra está concentrada nas fixações: devolve a firmeza sem trocar a peça inteira.

O resultado depende da preparação. Superfície limpa e desgastada, área de contato ampla e cura sob pressão fazem a diferença entre um reparo que dura e um que solta na primeira semana. Veja como funcionam o reparo de dobradiça e a troca de carcaça.

Lubrificação, limpeza e pasta térmica

Com o notebook aberto, a dobradiça foi lubrificada, para não voltar a forçar a carcaça a cada abertura da tela. Também foram feitas a limpeza com lubrificação do cooler e a troca da pasta térmica.

Processador do Asus FX517Z com pasta térmica nova aplicada durante a manutenção
Aproveitando a desmontagem: pasta térmica nova no processador.

Por que aproveitar a desmontagem para a manutenção

Para chegar às fixações da dobradiça, o notebook precisa ser quase todo desmontado. Fazer a limpeza e a troca de pasta térmica na mesma abertura evita uma segunda desmontagem no futuro. Em notebooks gamer, que trabalham quentes, isso ajuda a manter as temperaturas sob controle e o cooler mais silencioso. Saiba mais sobre a troca de cooler e pasta térmica.

Resultado

Com a dobradiça fixada na área reforçada, o Asus FX517Z foi montado e voltou a funcionar normalmente.

Asus FX517Z montado e ligado após o reparo da carcaça, mostrando a tela de bloqueio do Windows
Notebook montado e funcionando depois do reparo.

Para outros cuidados com a linha, veja a manutenção de notebook Asus TUF Gaming e a manutenção em notebook na WorkNote.